WWW.CASADOXADREZ.COM.BR

 

Texto retirado da comunidade ´O xadrez` do Orkut
Colocado por Paulo Florêncio do site: http://www.xadrezdapraia.blogspot.com

 

Vamos então ao xadrez escolar


Sempre apostei no xadrez escolar, sobretudo no 1º ciclo (Escolas Primárias), pois as crianças têm o poder de captar, assimilar tudo o que nós dizemos.

As crianças passam do escolar para o federado muito facilmente e a margem de progressão é muito grande, exponencial.

Ou seja, desde que o jovem queira treinar algumas horas por dia e participar em muitos torneios evolui rapidamente.

Agora a questão que se coloca é:

Como progredir?

Temos só uma resposta: Treinar e treinar!...

Jogar; jogar para eliminar os erros!

Criei alguns campeões distritais e nacionais.

Mas atenção!

O xadrez para além da parte escolar e federada também pode ser visto como “xadrez social”.

XADREZ SOCIAL - No ano passado conheci uma jovem com 16 anos numa cadeira de rodas que adora xadrez, mas ela não tem jeito nenhum, só que adora o jogo.

Treina comigo, fala, ri-se e para mim e para ela isso é o mais importante; a felicidade.

Já me encontrou neste ano letivo e já me disse; “Senhor, já tenho a ficha de inscrição preenchida”.

E há cada vez mais outros jovens que querem ter xadrez de uma forma lúdica.

Caros Prof. e treinadores, não fabriquem só Campeões para vos dar prazer e status.

Ajudem os jovens de hoje a serem os homens de amanhã, pois "O xadrez é como a vida”.

O Xadrez é uma ferramenta pedagógica incrível se fôr bem utilizado.
(António Viriato Ferreira)


Porque é que ensino Xadrez ? - I


O Xadrez para mim é uma filosofia de vida, um jogo, uma ciência, uma arte!

Boris Spassky, ex-Campeão do Mundo que perdeu o título para Bobby Fischer em 1972,
em plena Guerra Fria, definiu o xadrez da seguinte forma:

«O xadrez é como a vida». E ele mostra coerência na sua afirmação.

Repare-se que o jogo de xadrez tem três fases: a abertura, o meio-jogo e o final.
Na vida temos a infância, a meia-idade e a velhice.

No xadrez, se tivermos uma boa abertura, se sairmos bem e com vantagem, teremos um meio-jogo consistente e um final seguro, ganhando facilmente a partida.

Na vida, se tivermos uma boa infância, temos estrutura para agüentar uma boa meia-idade e, provavelmente, uma velhice estável.

Por tudo isto, defendo que a criança deve ser iniciada no xadrez desde tenra idade, 6 ou 7 anos, para que aprenda a pensar.

E, sem se aperceber, entrará no raciocínio matemático, na aprendizagem do Português, no desenho, nas línguas estrangeiras (os livros sobre xadrez são, sobretudo em espanhol e em inglês), na informática (com a Internet é possível buscar informação, jogar on-line, acompanhar ao segundo as partidas que estão a decorrer, verificar que torneios estão a realizar-se ou se realizaram).

Quando começo a dar os primeiros treinos a crianças do 1º ciclo, solicito-lhes que tragam um caderno quadriculado, lápis, borracha e régua.

Para quê?


Porque é que ensino Xadrez? - II


Para desenharem os diagramas (tabuleiros) e aí colocarem as posições estudadas. Assim, aplicam técnicas de desenho.

Depois visualizam no espaço, mentalmente, os movimentos a efetuar e as suas variantes, repetidas vezes, desenvolvendo a memória visual.

Têm de conhecer bem o tabuleiro, saber a localização das várias casas, por exemplo: a casa “a1” é uma casa preta do lado das brancas onde está situada uma das Torres no início do jogo.

Outro exemplo: saber (sem ver o tabuleiro) todas as coordenadas da diagonal maior preta “ a1 a h8”.

É possível treinar a mente para este tipo de desafios.
As competições escolares e federadas são muito importantes porque implicam jogar com relógio.

Têm por isso de aprender a gerir o tempo, pois se ultrapassarem um determinado tempo perdem a partida.

Treinam-se assim para ser metódico, ter regras, respeitar o adversário.
As competições são também importantes porque abrem os horizontes nas relações humanas e permitem fazer novas amizades.

As competições internacionais fomentam, além disso, a aprendizagem de línguas estrangeiras.

Nas competições em ritmo clássico, onde uma partida poderá demorar 4 horas, é preciso ter uma grande preparação física para manter um nível elevado de concentração.
Uma falha de concentração pode ditar a derrota ou mesmo o empate quando a vitória é o que se procura.

Neste ritmo de jogo, existem registros dos lances efetuados, logo, é possível reproduzir toda a partida que poderá ser analisada para identificar os erros cometidos e evitar que se repitam.

Um jogador que cometa muitos erros, por exemplo, na abertura, não sabe jogar os primeiros lances, que são teóricos.

Terá de investigar em livros, na Internet ou nas bases de dados de partidas, a abertura que jogou, verificar onde cometeu o erro e apreender os planos estratégicos da abertura em causa.

Entramos assim no campo da investigação e aplicação do método científico. Na análise das suas próprias partidas, os jogadores têm de justificar – a si próprios e ao treinador – os lances que fizeram.


Porque é que eu ensino Xadrez? - final
E têm de saber eliminar o erro da partida e aprender a recuperar, no jogo tal como vida! Dar a volta por cima !

Percebem agora porque é que eu ensino xadrez?

Para formar os Homens de amanhã, com princípios éticos e competitivos.

Professor José Cavadas

Sete Pecados Capitais


1- Superficialidade: Uma análise frívola é muito perigosa, não está de acordo com a essência mesma do Xadrez e pode-se pagar muito caro por isso.


2- Voracidade: A gula enxadrística gera o perigo de morrer envenenado. Lembrem do peão de b2; a voracidade é muito perigosa, sobretudo quando é superior à análise profunda.

3- Pusilanimidade: Ser vacilante na análise de determinada posição é perigoso, tendo em vista que dita posição não voltará a repetir-se e, portanto, deve-se aproveitar o momento preciso para jogar sem vacilação.

4- Inconseqüência: Um dos Pecados mais perigosos. Há que ser conseqüente com o plano estratégico concebido; ser inconseqüente com a execução de uma idéia pode levar à derrota.

5- Dilapidar o tempo: Pecado realmente grave, que não se refere somente ao Xadrez. O fator tempo nas três fases da partida é tão importante como o tempo de pensar. Desperdiçá-lo e esbanjá-lo constitui um ato suicida tanto no Xadrez como na vida.

6- Bloqueio: Há que ser muito cuidadoso com o Bloqueio. Sua execução, muitas vezes, provoca uma passividade extrema onde a harmonia de nossas peças cede terreno a uma fatal inatividade.

7- Excesso de amor à paz: Este Pecado é o Anti-xadrez. O Xadrez é Luta (Lasker). Temor a arriscar-se e preferir a extrema tranqüilidade é o germe da derrota.

Derrotas
Não acumule fracassos e sim experiências. Tire proveito dos seus problemas e não se deixe abater por eles.

Derrotas são resultados, mesmo que não sejam os resultados esperados. Elas não acontecem são criadas.

Elas mostram que alguma coisa foi realizada de um jeito errado.

É fundamental não repetir os erros que os outros já cometeram não desperdice seu tempo num esforço a toa Não gaste seu tempo inventando a roda.

Aproveite os erros dos outros. Se for cometer erros pelo menos cometa erros novos.

O campeão tem fascínio por novas conquistas, não para receber novos aplausos, mas sim para conhecer sua força. A acomodação é o ultimo estágio antes da morte.

O campeão em vez de reclamar ele trabalha, planeja suas jogadas, testa experiências novas, sua a camisa a cada minuto para conseguir vencer. Sabe que sua conquista depende dos resultados que obtiver. Não tem ódio de seus adversários. Admira suas qualidades, aprende com eles e tem um prazer indescritível em superá-los.

Está na hora de pensar que na verdade estamos todos apostando uma corrida em que todos querem ser os primeiros e que não existe outro jeito a não ser nos prepararmos para ela.

O PRAZER DE SER BOM É A MAIOR RECOMPENSA QUE O CAMPEÃO PODE RECEBER.

Portanto concentre-se no seu treino. Se nos damos por inteiro vamos Ter resultados por inteiro.